Data de publicação: 02/06/2011
Sempre é tempo de casar
Elisabeth e Cori selaram a união após 20 anos juntos!

A história de Elizabeth e Cori Accioly é um exemplo de que a idade não é empecilho para realizar sonhos. Ela, aos 57 anos, e ele, aos 84, vivenciaram uma experiência inédita em suas vidas: o casamento. Mas Elisabeth somente conseguiu levar o companheiro ao altar após duas décadas de convivência. Se Cori soubesse, desde o início, o quandto é bom casar, com certeza não teria feito ela esperar por tanto tempo!
Por que resolveram casar após 20 anos juntos?
O casamento era meu sonho desde garota, mas Cori nunca quis celebrar nossa união. Para ele, era um orgulho ser solteiro. Ele sempre dizia “estamos ótimos assim”. Há dois anos, nós precisamos fazer um contrato de união estável e, quando o pedido foi deferido, em dezembro passado, a funcionária que nos atendeu questionou porque nunca havíamos casado. Essa pergunta fez com que eu voltasse a tocar no assunto e, dessa vez, ele aceitou casar comigo. Depois disso, eu não perdi tempo. Tomei as providências em janeiro e, em menos de um mês, organizei todo o evento com a ajuda das cerimonialistas Angela Brum e Regina Aramburu, da RCA Eventos.
Como foi o grande dia?
Optamos por uma recepção para 120 convidados entre amigos íntimos e familiares. Realizamos a cerimônia civil e a festa no Paissandu Atlético Clube e não abrimos mão da bênção de um padre. Usei um vestido na celebração religiosa e outro mais confortável durante a festa para dançar à vontade. Ambos foram confeccionados pela estilista Lygia Farah. O sapato feito sob medida por Manuela Carreira também foi fundamental para o meu conforto. Quanto à decoração, preferi um ambiente leve e clean e explorei a cor branca com as flores copos-de-leite. O DJ Menna Barreto tocou tanto na cerimônia quanto na festa e animou os convidados até as três horas da madrugada. Eu e Cori dançamos e aproveitamos bastante, estávamos muito felizes.
De que forma aconteceu o cortejo dos noivos?
Eu entrei com Carinhoso, na versão de Marisa Monte e Paulinho da Viola, e Cori, com Eu Sei que Vou te Amar, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, na versão de Caetano Veloso, que ele mesmo escolheu. Eu caminhei ao altar ao lado do meu sobrinho até a metade da passarela e, depois, o meu irmão me conduziu. Já Cori foi acompanhado de sua irmã mais velha. A cerimônia foi o momento mais marcante para mim, principalmente, quando o padre leu o poema Cântico das Núpcias, de Dom Marcos Barbosa.
Como é a relação de vocês após 20 anos?
Cori é uma pessoa maravilhosa. Ele é justo, amigo e muito querido por todos. Após o casamento, fiz questão de colocar o sobrenome dele porque tenho orgulho de tê-lo como meu marido. Temos uma vida cheia de atividades. Fazemos tudo sozinhos, não precisamos de ninguém para sair, para nos divertir e nem para viajar. Por falar em viagens, passamos um mês na Europa recentemente. Lá, fizemos vários passeios românticos em comemoração aos nossos 20 anos juntos. Por isso,
optamos por não viajar em lua-de-mel agora.
O que esse acontecimento representou para você?
Uma felicidade ímpar e indescritível. Realizei o casamento do meu jeito e tive total liberdade para fazer tudo como sempre sonhei. Não houve restrições durante a organização e todas as escolhas foram minhas. Hoje, estou plenamente feliz por ser casada. Agora, tenho um marido de verdade, de fato e de direito, tudo oficializado.