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Data de publicação: 02/02/2012


Lua de mel no Ceará

Muito sol, calor e praia em Fortaleza

É quente e ensolarado o ano inteiro. Quando o tempo vira, bastam duas horas de chuva para abrir aquele sol. O povo é hospitaleiro; o mar, verdinho e na temperatura ideal. É aquela mistura do rústico com boa infraestrutura. A descrição, compatível com as capitais do Nordeste, também se aplica ao Ceará. Mas o que faz o Estado mais especial do que grande parte de suas cidades vizinhas? Praias, praias e praias. Cada uma mais incrível que a outra, a distâncias do centro de Fortaleza que variam de dez minutos a seis horas, como é o caso de Jericoacoara.

Quando estive lá pela primeira vez, fui com a impressão de que Fortaleza seria apenas um ponto de apoio para as viagens de um dia. Um porto seguro, diga-se de passagem, bem surpreendente. Além da Praia do Futuro, que parece ser a melhor dentro dos perímetros da cidade, a variedade de programas noturnos chega a espantar, com restaurantes, bares, botecos e boates, onde se ouve, se come e se bebe (sem exageros) de tudo um pouco. Mas voltando ao point diurno mais badalado da capital, o melhor é ficar pelas barracas. Lá a estrutura é quase como um parque de diversões: na areia, um vasto cardápio de quitutes e drinques, na parte construída, piscina com tobogã, mesas e cadeiras secas. Para desbravar as maravilhas do Ceará, os próprios hotéis oferecem pacotes com saídas diárias e duração de um dia. Se tiver um mínimo de espírito aventureiro, fuja desta alternativa, pois tais excursões escolhem os lugares-comuns e, que pena, marcam o horário de chegada quando a praia já não suporta um visitante a mais.

Uma das praias mais famosas do Ceará, Canoa Quebrada há tempos deixou de ser uma pacata vila dos pescadores. Mas o símbolo (hippie) escavado nas falésias, uma lua e uma estrela, continua lá. Um dia é considerado pouco para explorar a região e curtir banho de mar, embora as areias também fiquem tomadas por visitantes. Nem sempre o horário de chegada vai permitir fazer o passeio de bugre – isso vai depender da maré – e a volta estará marcada para antes de a vila acordar. E vale a pena conhecê-la... Uma boa ideia é partir cedo de carro para chegar a Morro Branco por volta das 7 h. O labirinto nas dunas de areia, onde o passeio é feito entre as falésias, terminando na praia, é sua principal atração. O melhor é preparar para zarpar assim que o primeiro ônibus de turismo aponte na estrada. Já que ainda é cedo, que tal parar na Praia das Fontes?

Houve uma gritaria geral quando surgiu a ideia (de jerico, sem trocadilho) de construir um aeroporto em Jericoacoara. Se as seis horas desconfortáveis de estradas precárias já não estavam conseguindo barrar o turismo predatório, imagine o estrago que a chegada de aviões abarrotados de farofeiros não faria ali... Felizmente, se não abortada, a sugestão adormece na gaveta de algum figurão do governo. O que garante que Jeri continue meio que intocada, sem a chegada avassaladora do progresso. Há, sim, opções despretensiosas de restaurantes e bares com forró, para aproveitar a noite. Durante o dia, o barato é curtir o sossego e ficar vendo o tempo passar, aproveitando pausas para caminhar pela praia, ir até a Pedra Furada (famoso cartão-postal) ou até as lagoas de Jijoca, a última parada antes da entrada de Jeri. É aí que se troca – ou se deixa – o carro comum, ou o ônibus, por uma jardineira que vai percorrer os 20 km de curvas, riachos e dunas, até o destino final. Atualmente, já há mais conforto tanto para esta travessia quanto nas pousadas.



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