Data de publicação: 06/01/2011
É impossível não pensar na rivalidade entre Rio e São Paulo quando se chega à África do Sul. Suas duas principais cidades, Cidade do Cabo e Johannesburg carregam muitas semelhanças com as metrópoles brasileiras, sendo a primeira mais provinciana e despojada, além de ter o mar e a montanha na mesma paisagem. Já Joburg, apelido de Johannesburg, tem um clima mais parecido com o da Terra da Garoa: morre de inveja da praia e da informalidade da rival.
O país – e o continente – reserva muitas surpresas ao visitante, mas se seu tempo é relativamente curto, vale se concentrar nessas duas amostras de uma diversidade que inclui passagens significativas da história da humanidade e nos seus arredores. É curioso como alguns pontos da Cidade do Cabo podem ofuscar a ideia de que na África é a savana que impera. No parque nacional do Cabo da Boa Esperança, por exemplo, tem praias maravilhosas, altas montanhas e uma vegetação típica local.
Até olhar o lugar exato que o navegador português Bartolomeu Dias um dia, em 1488, chamou de Cabo das Tormentas, pela força das águas e vento forte, há uma série de atividades. Na trilha para o mirante, que se alcança por um funicular ou escadaria, dá para ver um sem-número de macacos e pelo menos 250 espécies de pássaros, além de avistar, no mar, alguns naufrágios históricos e, se for época, golfinhos e baleias. O local é ainda pico de mergulho.
No caminho para este parque nacional, a cerca de uma hora e meia do centro da cidade, estão praias badaladas como Camps Bay e Clifton Bay, que, no verão, recebem toneladas de famílias, além de modelos e personalidades internacionais. O azul-turquesa das águas e as areias brancas de Camps Bay ganham de moldura um animado calçadão, com seus bares, restaurantes e cafés, bom para aproveitar o fim da tarde.
Mais espalhada que sua maior rival, Johannesburgo atrapalha um pouco a vontade do turista de caminhar meio sem rumo. O melhor, então, é fechar passeios que levam diretamente aos pontos de interesse. A excursão mais famosa é a que vai a Alexandra e ao Soweto, área que ficou conhecida pelo maior levante contra a segregação racial e ocupada predominantemente pelos negros.
E não é preciso ir até o Kruger, maior parque nacional do da África do Sul, para ver os cinco animais mais procurados nos safáris: elefante, rinoceronte, leão, leopardo e búfalo. Pertinho do Port Elizabeth, há a reserva Shamwari, uma das mais modernas do país, e equipada com resorts de alto padrão. De Port Elizabeth, aliás, parte a Garden Route, trajeto belíssimo de 316 km que faz a ligação até a Cidade do Cabo, com direito a praias, esportes radicais, shoppings e até vinícolas. Única estrada do mundo que costeia os oceanos Atlântico e Índico, ela passa por desfiladeiros onde é popular a prática de bungee jump e pela Jeffrey’s Bay, praia tida como dona das ondas mais perfeitas do planeta.
Os tubarões são outros animais velhos conhecidos no país. Várias operadoras fazem mergulho com esses bichos, em gaiolas e jaulas, atualmente muito seguras. Todas saem de Gansbaai e chega a ser possível passar o dia na água. Lekker (a palavra em africâner para legal)!
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