Data de publicação: 25/05/2011
À primeira vista, a dinâmica interna no aeroporto pode impressionar. Balcões de câmbio cheios de pessoas, ignorando as filas, querendo converter moedas; banheiros malconservados; oficiais da imigração batendo papo em vez de se concentrarem no carimbo dos passaportes e, na descida da escada rolante, um grupo uniformizado segurando carrinhos de malas vazios conversa animadamente e nem se dá conta de que uma senhora tropeçou e precisa de ajuda.
Complicado e perfeitinho, o país permite vários ângulos de leitura. No norte, mais desenvolvido, a vida é quase europeia. Rabat e Meknes têm as características das cidades típicas marroquinas, souks, kasbah (aldeia fortificada, que sempre entrega lindos portais para o deleite dos visitantes) e a medina, porém, podem ser visitadas em dois dias. Na primeira, vale a pena as ruínas de Chellah e a Torre Hassan. Por sua condição de mais antiga cidade do Marrocos, Patrimônio da Humanidade pela Unesco e centro cultural e espiritual do país, Fes merece maior dedicação. Nela, tire o dia para explorar a cidade antiga, com seus quarteirões temáticos que, embora comuns a todas, lá são mais dramáticos. O do curtume, onde o couro é tratado e tingido, expõe a tradição passada de pai para filho; o das especiarias desvenda novos aromas; o dos ceramistas mostra a arte do mosaico. Há ainda o das roupas, dos bordados e da tapeçaria. Claro que todo mundo vai querer vender algo, empurrando as mercadorias até a exaustão. Com todas suas peculiaridades, Marrocos torna-se um local excêntrico e apaixonante, ideal para uma lua de mel.matérias